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Já ouvi falar em mindfulness?

April 24, 2018

Você já falou ou fez algo que se arrependeu por ter agido sem pensar? Então esse texto é para você!

 

Qual pai ou mãe nunca agiu de modo que sabia que não deveria, mas quando se deu conta já tinha se comportado de forma que gerou arrependimento por ter sido tomado por uma forte emoção.

 

Já ouviram a seguinte frase “um tapa no filho dói mais na mãe”? Por que isso ocorre? Se a mãe tivesse mais consciência de seus sentimentos e emoções no momento da “crise” com o filho e pudesse decidir de forma consciente como agir provavelmente não agrediria o filho. A agressão física, muitas vezes, é usada quando a mãe ou o pai é tomado por uma forte raiva e descontrole e age como a última opção para “educar” o filho.

 

Não vou discutir aqui sobre punição física, a qual é fortemente desaconselhada por gerar consequências de curto a longo prazo no desenvolvimento da criança, mas é um tema que todos os pais conhecem bem.

 

Não seria ótimo poder pensar antes de tomar uma atitude? Quantas vezes você faz isso? Você aprendeu a agir dessa maneira? Ninguém aprende como gerir suas próprias emoções e pensamentos, mas algumas pessoas têm mais ou menos facilidade para perceber como vivemos nossas experiências internas e externas.

 

Podemos desenvolver e treinar nossa atenção com intenção de prestar atenção em cada experiência vivida, momento a momento e criar um hábito saudável de consciência. Não seria ótimo sair do modo “piloto automático” e entrarmos em contato com o mundo, com os outros e consigo mesmo assim como somos?

 

Estou falando aqui sobre Mindfulness. Então vamos entender o que é Mindfulness.

 

Mindfulness é traduzido para o Português como atenção plena e pode ser considerado como um estado, um traço ou uma prática. Nós podemos ter um momento de atenção plena (estado), mas também cada um de nós apresenta maior ou menor capacidade da atenção plena (traço).

 

Nós podemos fazer a prática formal intencional de mindfulness usando diferentes posturas e atividades para a prática: como mindfulness sentado, andar atento, alimentação consciente, por exemplo. A prática formal deve levar a mais momentos de atenção plena e, finalmente, um traço de nível superior de consciência.  Estar no modo mindfulness significa estarmos mais atentos mesmo quando não estamos nos esforçando para estar atento.

 

A prática de mindfulness passou a fazer parte da medicina comportamental a partir dos programas de redução de estresse de Jon Kabat-Zinn na década de 80 e o conceito tem sua origem nas práticas orientais de meditação.

Mindfulness é notar o momento presente com atenção, aceitação, sem julgar e com a intenção de perceber todas as emoções, sentimentos e pensamentos envolvidos com experiência presente, bem como todas as sensações corporais desencadeadas pela situação. É perceber como nos relacionamos ao que pensamos e sentimos e como nosso corpo reage às experiências. É sair do “piloto automático” pois ao percebemos o que ocorre conosco podemos encontrar maneiras conscientes de agir e manejar nossos impulsos.

 

Com uma atitude mindfulness, aprendemos a autorregular nossas emoções e com isso há melhora no bem-estar físico e psicológico, além de aprimorar e aprofundar nossos relacionamentos interpessoais.

 

Segundo Jon Kabat-Zinn, o hábito de ignorar nossos momentos presentes em favor de outros ainda por vir leva diretamente a uma generalizada falta de consciência da vida em que estamos inseridos. Isso inclui uma falta de sensibilização e compreensão da nossa própria mente e como ela influencia nossas percepções e nossas ações, o que limita severamente a nossa perspectiva sobre o que significa ser uma pessoa e como estamos ligados uns aos outros e ao mundo que nos rodeia.

 

Cultivar a atenção plena na criação dos filhos começa com autoconsciência. Devemos desenvolver a capacidade de ouvir com toda a atenção, desenvolver a capacidade reflexiva para fazer ligações entre estados físicos, emocionais e mentais dos nossos comportamentos e das crianças, além de trazer maior aceitação compassiva e sem julgamento consigo mesmo com os filhos.

 

Segundo Polly Young-Eisendrath, mindfulness, oferece as pessoas habilidades de como trabalhar com suas próprias impulsividades emocionais.

 

Oferece-nos as aptidões para poder nos levar nos lugares e de ter uma posição de amizade com nossas experiências.

 

Quer praticar com seus filhos? No próximo momento de “crise”, note quais são os pensamentos que vem a sua mente, quais são as sensações corporais que emergem, o que você realmente gostaria que acontecesse e então respire, perceba, respire e de forma atenta escolha a melhor ação para o momento vivido.

 

 

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